" Neste espaço coloco um pouco de duas coisas que alimentam minha alma: Teatro e poesia"
"" A Poesia quando chega ...""
- Fabricia Dias
- Vitória, Espirito Santo, Brazil
- ""Eu vivo em carne viva, por isso procuro tanto dar pele grossa a meus personagens. Só que não agüento e faço-os chorar à toa.(...) Ser cotidiano é um vício. O que é que eu sou? sou um pensamento. Tenho em mim o sopro? tenho? mas quem é esse que tem? quem é que fala por mim? tenho um corpo e um espírito? eu sou um eu? "É exatamente isto, você é um eu", responde-me o mundo terrivelmente. E fico horrorizado"". ("Um Sopro de Vida" , Clarisce Lispector)
terça-feira, 2 de março de 2010
""Patética"" volta em temporada na Escola de Teatro e Dança Fafi
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Carnaval de Vix...Bloco dos Artistas...2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ressacada...por Fabricia Dias
domingo, 31 de janeiro de 2010
Se for pra te incendiar, eu te empresto essa chuva....
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Explodir-me
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Com força bruta e arguta,
Vem penetrar na tua puta,
Fazer o que te convém.
Pois sabes que nesta luta
De amor dentro do meu peito,
Sempre foste meu eleito.
Fostes sempre o meu batuta.
Eu te entrego nas quebradas
Meu corpo e minh'alma errada,
Te possuo com loucura,
Te exponho minha fratura.
Te convido pr'uma farra,
Te agarro com minha garra,
Em ti grudo feito sarna,
Te prendo com a minha arma.
E te digo: este amor é meu Karma,
Que com prazer vou cumprir,
Sem dele fazer alarma
Pra só contigo dormir.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Vou-me Embora pra Pasárgada...
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
(Manoel Bandeira)
Peroás e Caramurus!!!!

O espetáculo de Rua ''PEROÁS E CARAMURUS: Uma Saga da Ilha"" é autoria dos dramaturgos capixabas Saulo Ribeiro e Nieve Mattos.
"" Na Saga do processo de criação cênica, entramos no mar da ludicidade.Decodificamos a história real, amplificamos as ações dos atores, pensamos música enquanto partitura corporal, figurino como expansão do corpo.

Jogamos nossa rede(...) pescamos o realismo fantástico e a estética barroca, a polifonia das vozes e dos instrumentos não-convencionais, a resignificação do espaço e dos objetos de cena, o dramático e o distanciamento atoral.""
Ficha Técnica
Direção: Nieve Matos
Elenco: cleverso guerrera, Fabricia dias, Luiza Vitorio
Nicolas Corres lopes, Vanessa Biffon, Roberta Portela, Max Goldner, Josué Fernandes
Figurino: Antonio Apolinário
Trilha sonora: Edvan freitas
Preparação corporal: Cleverson guerrera
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão.
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado: “não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.
(Ferreira Gullar)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O Grande Espetáculo 2009
O Grande Espetáculo

Bateram ‘a porta
Senti um assopro profundo
Um quê de fim de mundo
Era eu na corda-bamba
Levaram o palhaço
Romperam a lona
Espancaram o vigia
Era eu no picadeiro
A porra do ingresso esgotou
Todo mundo emocionei
Dancei, chorei
Era eu na cartola do mágico
O mundo caiu
O esplendor escureceu
O rosto desfigurou
O espetáculo acabou.
(Fabricia Dias)
' PATÉTICA'..2009

" Será que poderei dizer como naquele dia? Que é só mais um começo..."
O espetáculo "Patética" teve estréia nos dias 12 e 13 de Dezembro 2009 na Escola de Teatro e Dança FAFI, em Vitória...
A montagem dirigida pelo professor Leonardo Patrocínio é resultado de pesquisa da turma de formandos do Curso de Qualificação Profissional em Teatro.

A PATÉTICA OU UMA PAIXÃO
ENGAJADA
Frios e mudos,
os muros erguem-se;
ao vento, as bandeiras tilintam.
Friedrich Hölderlin
Classificada em primeiro lugar, no VIII Concurso Nacional de Dramaturgia, realizado pelo SNT (Serviço Nacional de Teatro), em 1977, o texto “Patética”, de João Ribeiro Chaves Neto, conforme Fernando Peixoto, “nasce quando o teatro brasileiro está circunstancialmente castrado em seu mais legítimo potencial criativo, amordaçado por uma arbitrária censura que vem regularmente impedindo que dramaturgos e encenadores realizem um esforço crítico conseqüente com a realidade”.
“Patética” – texto confiscado pelos órgãos de segurança – trata do “suicídio” do jornalista Wladimir Herzog, ocorrido em 1975, nas masmorras do DOI-CODI, em São Paulo, na considerada fase mais violenta da repressão militar. Apesar do autor, João Ribeiro Chaves Neto, ser cunhado de Herzog, a elaboração da peça não se trata de uma atitude isolada, considerando que a mesma faz parte de um conjunto de dramaturgos, diretores e grupos que se inserem num movimento teatral comprometido com a resistência ao regime militar de 1964. Na maioria das vezes, apelando para episódios históricos ou situações simbólicas e alegóricas este movimento produziu textos enfatizando a repressão à luta armada, o papel da censura, o arrocho salarial, o milagre econômico e a ascensão dos executivos e a supressão da liberdade. Entre estes também destacamos Oduvaldo Viana Filho, Gianfrancesco Guarnieri, Ruy Guerra, Chico Buarque, João das Neves e tantos outros, sendo alguns ex-integrantes do Centro Popular de Cultura que no momento foi colocado na ilegalidade.
Dividida em dez cenas, “Patética” é uma espécie de teatro no teatro, ou seja, a peça dentro de uma representação que se encerra e se abre num circo que está sendo fechado pela repressão. A partir do jogo de contar uma história onde cada um dos atores assume um ou mais personagens, desenrola-se a trajetória dos Horowitz, um casal de judeus iuguslavos que, chega ao Brasil em 1949 e se estabelece em São Paulo. Acompanham a vida do filho Glauco (Wlado ou Wladimir) que ingressa no jornalismo e passa a ter uma militância política e, tanto pela consciência dos problemas sociais e políticos de sua época, quanto pelo seu destaque na imprensa, acabou preso, torturado e morto na prisão. O chamado “suicídio” de Wladimir Herzog, devido a grande repercussão nos meios de comunicação, é compreendido por alguns analistas como o ponto de onde se inicia todo o processo de abertura política no Brasil.
No caso dessa montagem pelos alunos finalistas do Curso de Qualificação Profissional em Teatro da Escola de Teatro e Dança FAFI, faz parte da disciplina Prática de Montagem II que tem a dramaturgia contemporânea brasileira como critério de escolha de uma obra a ser encenada. E a “Patética” foi eleita em virtude não só da discussão do teatro como um discurso político e a idéia de uma arte engajada, mas também pela essência da palavra que significa uma possibilidade de incitar as paixões e, ainda, por propiciar o exercício do princípio básico de uma montagem: o processo de criação e organização daquilo que foi aprendido e apreendido ao longo do curso, desde a teoria até a prática, passando pela convivência e conscientização do trabalho em equipe e, enfim, pela busca de equilíbrio entre o sonho e a realidade.
Wilson Coêlho
Coordenador de Teatro
Ficha Técnica
Direção: Leonardo Patrocinio
Elenco: André Loureiro, Eleciana Mello, Ericka Shuina, Fabricia dias e Luiza Vitório
Figurino: Regina Shimitt
Maquiagem: Cleverson Guerrera
Designer gráfico; Max Goldner





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