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"" A Poesia quando chega ...""

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Vitória, Espirito Santo, Brazil
""Eu vivo em carne viva, por isso procuro tanto dar pele grossa a meus personagens. Só que não agüento e faço-os chorar à toa.(...) Ser cotidiano é um vício. O que é que eu sou? sou um pensamento. Tenho em mim o sopro? tenho? mas quem é esse que tem? quem é que fala por mim? tenho um corpo e um espírito? eu sou um eu? "É exatamente isto, você é um eu", responde-me o mundo terrivelmente. E fico horrorizado"". ("Um Sopro de Vida" , Clarisce Lispector)

quinta-feira, 1 de julho de 2010


Eu me abandono.
Deixo o corpo entregue as traças. Me esqueço.
A poeira cobre meus olhos.

A sábia poesia me pergunta: _ Você sabe o que esta fazendo menininha?
Parece que já sabia a resposta : _ Repouso esta minha alma gasta de muitas viagens. Tão gasta quanto estas sandálias. Cansei-me da caminhada.
E a poesia: _ Mais que isso jovem infante! Estais a repousar a própria vida. Pois te digo criaturinha: o tempo não perdoa o poeta e há dias em que, empoeirados os olhos não se abrem mais.

Eu me recolho.
Devoro as traças. Me recordo.
A poesia cobre meus olhos.

domingo, 13 de junho de 2010

Mágoas


As mágoas que levo no peito, as peles secas, os olhares fragmentados dos olhos que quase não são meus.

O que sobrou da criança que brincava no quintal, com os amigos.Araçaúna madura, carambola do pé...

Onde foi parar o riso da boca larga. Parece não querer mais servir a alegria esta bocarra.



(pintura do muralista Diego Rivera)

O dia clareava com lua sempre quando eu era menina.Agora só vejo noite escura.

Eu ouvia discos na sala, mamãe chorava no quarto. Comíamos gemada...Ha! A vida era doce, feria às vezes, mas mesmo assim era gentil.

Me apaixonava pelo primo, banhos de cachoeira, bolo de avó.
Todos dormem e eu fico acordada.Me abandono na madrugada.

Batem à porta ...Por diabos atendi?

Era pra ser noite casual. Tornou-se noite onde enterro mas um fragmento do meu olhar.O poeta me iludiu.Pasárgada não existe mesmo!

                                                                                   por Fabrícia Dias


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eu bebo o tempo


Eu me cansei
cansei desta vida, do meio e do fim
Abri a janela da cobertura e saltei num mergulho sem volta
estou em um lugar onde eu não caibo
Não há lugar dentro de mim onde eu possa ter descanço
Descobri o significado utópico da palavra paz
Abri o limite do asfalto frio e desci mais um pouco
me infiltrei nos esgotos sujos e sombrios do meu eu-lírico
Arrotei palavras infames: justiça, calmaria,compreensão
Bebi do nojo que é o tempo, envelheci
E não podendo ir mais fundo que os homens preveem
inventei a válvula de escape
flutuei até o inferno dos homens que não creem em  imagens
abracei tantos tolos que assim como eu beberão o tempo
Lá não tinha paz, nem justiça,nem calma e tão pouco compreensão
Comi meus erros e saboreei minhas memórias numa calda de manjar
Porque bebi o tempo como se fosse um último e saboroso Martine rosê
rompi o desejo  de me acalentar.

Fabricia Dias/ 01/05/2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dieymes Pechincha. diz:















É Bobagem?
Medo não é o obstáculo
Obstáculo é a mentalidade fechada
Vencida por cansaço ou fraqueza
Que seja fraca!
Mas não nos abandone
Não a nós, que bebemos e comemos do mesmo pão...
Dividimos dos mesmos desconfortos
Já esqueceu que você também é soldado?
Independente de estar em campo ou não
Fora de campo você assiste os seus amigos
“Lutarem em vão”
É bobagem?
É idiotice?
Já pensou que são os seus?
Ali se expondo
Sujeitos a pedras, tomates e cuspe na cara.
E você sorri, e diz que não é com você!
É repugnante o seu olhar.
Dá-me nojo...
Mas não deixei de amar você
Ainda lutamos por nós
Mesmo sem teu apoio
Uma pena!
Tenho pena dos homens que perderam os sentidos.
Olham e não reagem...
E depois dizem em salas, quartos, e bares...
“Eu te amo”


domingo, 25 de abril de 2010

MENINOS SÃO JOSÉ de Eliza Lucinda

MENINOS SÃO JOSÉ


Toda criança me arrebata,
toda criança, por me olhar,
me arregaça as mangas do amor
e dele, desse amor,
morro de emoção.

Há nisso mais do que o fato
de criança ser igual flor,
mais do que criança ser da vida
a metáfora das coisas
e seu verdadeiro valor.

Vejo José pousando sobre a casa
as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso
e mesmo quando não o tenho no
colo todo o tempo...
evento de criança soprando a casa!

Eu fico com as pernas bambas
quando quem me aponta é uma criança.
José é Júlia, também Carolina, também Pedro, também Clara,
também Olívia, também Antônio, também Valentina, também Lina,
também João,também Luíza, também Nicolau, também Juliano,
Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara, Vinícius, Leon, Natassia,
José é todas as galáxias de meninos,
porque são só verdades,
belas verdades,
límpidas eternidades,
futuros mundos.

Belas!
Tenho vontade de defendê-las
das injustiças dos ditos maiores,
dos esticados que,
aprisionados,
querem aprisionar.

Por todo o sempre e agora,
toda criança quando chora,
respondo- que foi?
Quem não te tratou direito?
(Toda criança quando chora
acho que me diz respeito.)

Quero as palavras delas,
a nitidez sublime das conversas
delirantes e sábias,
quero os descobrimentos que trazem
em sua transparência natural!

José voa na casa e eu pulso
no ventre como uma grávida perene, meu Deus,
(todo filho do mundo
é um pouco filho meu!)


Como me amolece o coração
barulho som de grito de infância
no colégio de manhã!
Como é, para o meu frio, lã
uma mãozinha pequenina
dizendo pra mim dos caminhos...,
elazinha dentro da minha,
como o dia carregando a noite e seu luar,
e aquela vozinha sem gastar,
me pedindo com carinho e desamparo:
me leva lá?


Não mimem crianças ao invés de amá-las,
para não adoecê-las
para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,
vou interferir, vocês vão se danar,
vou escancarar!

Não usem criança na minha presença,
tomarei o partido delas,
não terão minha parcimônia,
não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania,
eu vou denunciar!

Sou maternal de universo,
mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente
se chama umbigo.
Ai... toda criança
quando grita mamãe,
respondo: que foi?
(Acho que é comigo!)

Elisa Lucinda livro “A fúria da beleza”. Editora Record -2006

O Casamento...fim da Primeira Temporada....

terça-feira, 2 de março de 2010

""Patética"" volta em temporada na Escola de Teatro e Dança Fafi



O espetáculo Patética volta em temporada em Março de 2010.
As apresentações marcam o nascimento do Grupo Híbridos de Teatro formado por alunos da Escola de Teatro e Dança Fafi - ES.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval de Vix...Bloco dos Artistas...2010

Todos as anos o Carnaval de Vitória conta com a presença de vários blocos de rua e nesta festa a presença dos Artistas é tradicional.Bloco dos Artistas para os intimos ou "Corso Carnavalesco" a verdade é uma só e que eu tive a honra, e de certa forma até me emocionei em escutar de uma das cenógrafas mais produtivas do Estado, Ana Tereza Huapaya: 

"- Hoje nós mostramos ao povo o quem somos:artistas. Não é fantasia...nós somos isso o ano inteiro." 

Bem, acho que foi mais ou menos isso, pois eu estava escutando disfarçadamente...rsrsrsrs E nisso consiste nossa arte.Em nos fazermos diversos, sem deixarmos de ser nós mesmos.
Eu e minhas inseparáveis amigas Luiza Rosario e Simone Aliguieri

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ressacada...por Fabricia Dias



















As vezes fico de cabeça tonta... As vezes nem posso ficar. Se me pergunto como consegui levantar de minha cama quente pela manhã,na certa, volto a deitar.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Se for pra te incendiar, eu te empresto essa chuva....


Hemisfério - música do Vanguart

Composição: Helio Flanders

Esquenta o coração refeito
Espero poder te tocar
O que havia entre nós dois foi
Tiroteio e espinho canção
Eu cederia aos teus pecados
Se acaso quisesse chorar
E eu daria os mesmos passos
Só me salvo com a arma na mão
Pesa mais que um hemisfério
É usar o teu vestido
Te trazer pra perto
Bordar as tuas iniciais
No cais dos meus braços
Liberdade pra quem queria
Só suas grades e tua avenida
A falta é irresponsável
Se for pra te incendiar
Eu te empresto essa chuva
Divido o rio que eu tiver
Esqueço a cidade que queima depois
Você fingindo ser doloroso
E eu lembrando do céu
Do mesmo abismo que vim, voltarei
Baculejado de dor e de tempestade
De tempestade

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Explodir-me


Explodir-me


Quando eu explodir, por favor, não interrompa.

Deixe que minha alma transcenda ao corpo

Que meus olhos queimem e a boca babe.

E se o fluxo da explosão não cessar
Que todos se afastem e protejam as casacas.

Farei lançar ensangüentados meus órgãos e viceras
Meus ossos frágeis e músculos fundamentais.

Pois se explodo a mim mesma é fuga.
È também proteção ao alheio
Pois se explodo a mim,no íntimo,explodo a um terceiro.
(por Fabricia Dias)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

( Foto do processo de montagem do espetáculo "O Casamento". Estréia 27 e 28/02 Teatro do Sesi).


Mulher de gigolô
(Maria do Carmo Lobato)
Meu macho, comigo vem,
Com força bruta e arguta,
Vem penetrar na tua puta,
Fazer o que te convém.

Pois sabes que nesta luta
De amor dentro do meu peito,
Sempre foste meu eleito.
Fostes sempre o meu batuta.

Eu te entrego nas quebradas
Meu corpo e minh'alma errada,
Te possuo com loucura,
Te exponho minha fratura.

Te convido pr'uma farra,
Te agarro com minha garra,
Em ti grudo feito sarna,
Te prendo com a minha arma.

E te digo: este amor é meu Karma,
Que com prazer vou cumprir,
Sem dele fazer alarma
Pra só contigo dormir.





domingo, 3 de janeiro de 2010

Vou-me Embora pra Pasárgada...



Vou-me Embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que eu nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
(Manoel Bandeira)

Peroás e Caramurus!!!!

















O espetáculo de Rua ''PEROÁS E CARAMURUS: Uma Saga da Ilha"" é autoria dos dramaturgos capixabas Saulo Ribeiro e Nieve Mattos.


"" Na Saga do processo de criação cênica, entramos no mar da ludicidade.Decodificamos a história real, amplificamos as ações dos atores, pensamos música enquanto partitura corporal, figurino como expansão do corpo.


Jogamos nossa rede(...) pescamos o realismo fantástico e a estética barroca, a polifonia das vozes e dos instrumentos não-convencionais, a resignificação do espaço e dos objetos de cena, o dramático e o distanciamento atoral.""



"É preto São Benidito
É verde o Caramuru
Azul é o Peroá:
A fé tem a cor da voz que louvar"
(composição Edvan freitas)


Ficha Técnica

Direção: Nieve Matos

Elenco: cleverso guerrera, Fabricia dias, Luiza Vitorio
Nicolas Corres lopes, Vanessa Biffon, Roberta Portela, Max Goldner, Josué Fernandes

Figurino: Antonio Apolinário

Trilha sonora: Edvan freitas

Preparação corporal: Cleverson guerrera

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009




Não há vagas


O preço do feijão

não cabe no poema. O preço

do arroz

não cabe no poema.

Não cabem no poema o gás

a luz o telefone

a sonegação

do leite

da carne

do açúcar

do pão.

O funcionário público

não cabe no poema

com seu salário de fome

sua vida fechada

em arquivos.

Como não cabe no poema

o operário

que esmerila seu dia de aço

e carvão

nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,

está fechado: “não há vagas”

Só cabe no poema

o homem sem estômago

a mulher de nuvens

a fruta sem preço

O poema, senhores,

não fede

nem cheira.


(Ferreira Gullar)


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Grande Espetáculo 2009

O Grande Espetáculo




















Bateram ‘a porta

Senti um assopro profundo

Um quê de fim de mundo

Era eu na corda-bamba

Levaram o palhaço

Romperam a lona

Espancaram o vigia

Era eu no picadeiro

A porra do ingresso esgotou

Todo mundo emocionei

Dancei, chorei

Era eu na cartola do mágico

O mundo caiu

O esplendor escureceu

O rosto desfigurou

O espetáculo acabou.



(Fabricia Dias)

' PATÉTICA'..2009
















" Será que poderei dizer como naquele dia? Que é só mais um começo..."








(foto do espetáculo " PATÉTICA", de João Ribeiro Chaves Netto)

O espetáculo "Patética" teve estréia nos dias 12 e 13 de Dezembro 2009 na Escola de Teatro e Dança FAFI, em Vitória...

A montagem dirigida pelo professor Leonardo Patrocínio é resultado de pesquisa da turma de formandos do Curso de Qualificação Profissional em Teatro.





A PATÉTICA OU UMA PAIXÃO

ENGAJADA

Frios e mudos,
os muros erguem-se;
ao vento, as bandeiras tilintam.

Friedrich Hölderlin

Classificada em primeiro lugar, no VIII Concurso Nacional de Dramaturgia, realizado pelo SNT (Serviço Nacional de Teatro), em 1977, o texto “Patética”, de João Ribeiro Chaves Neto, conforme Fernando Peixoto, “nasce quando o teatro brasileiro está circunstancialmente castrado em seu mais legítimo potencial criativo, amordaçado por uma arbitrária censura que vem regularmente impedindo que dramaturgos e encenadores realizem um esforço crítico conseqüente com a realidade”.

“Patética” – texto confiscado pelos órgãos de segurança – trata do “suicídio” do jornalista Wladimir Herzog, ocorrido em 1975, nas masmorras do DOI-CODI, em São Paulo, na considerada fase mais violenta da repressão militar. Apesar do autor, João Ribeiro Chaves Neto, ser cunhado de Herzog, a elaboração da peça não se trata de uma atitude isolada, considerando que a mesma faz parte de um conjunto de dramaturgos, diretores e grupos que se inserem num movimento teatral comprometido com a resistência ao regime militar de 1964. Na maioria das vezes, apelando para episódios históricos ou situações simbólicas e alegóricas este movimento produziu textos enfatizando a repressão à luta armada, o papel da censura, o arrocho salarial, o milagre econômico e a ascensão dos executivos e a supressão da liberdade. Entre estes também destacamos Oduvaldo Viana Filho, Gianfrancesco Guarnieri, Ruy Guerra, Chico Buarque, João das Neves e tantos outros, sendo alguns ex-integrantes do Centro Popular de Cultura que no momento foi colocado na ilegalidade.

Dividida em dez cenas, “Patética” é uma espécie de teatro no teatro, ou seja, a peça dentro de uma representação que se encerra e se abre num circo que está sendo fechado pela repressão. A partir do jogo de contar uma história onde cada um dos atores assume um ou mais personagens, desenrola-se a trajetória dos Horowitz, um casal de judeus iuguslavos que, chega ao Brasil em 1949 e se estabelece em São Paulo. Acompanham a vida do filho Glauco (Wlado ou Wladimir) que ingressa no jornalismo e passa a ter uma militância política e, tanto pela consciência dos problemas sociais e políticos de sua época, quanto pelo seu destaque na imprensa, acabou preso, torturado e morto na prisão. O chamado “suicídio” de Wladimir Herzog, devido a grande repercussão nos meios de comunicação, é compreendido por alguns analistas como o ponto de onde se inicia todo o processo de abertura política no Brasil.

No caso dessa montagem pelos alunos finalistas do Curso de Qualificação Profissional em Teatro da Escola de Teatro e Dança FAFI, faz parte da disciplina Prática de Montagem II que tem a dramaturgia contemporânea brasileira como critério de escolha de uma obra a ser encenada. E a “Patética” foi eleita em virtude não só da discussão do teatro como um discurso político e a idéia de uma arte engajada, mas também pela essência da palavra que significa uma possibilidade de incitar as paixões e, ainda, por propiciar o exercício do princípio básico de uma montagem: o processo de criação e organização daquilo que foi aprendido e apreendido ao longo do curso, desde a teoria até a prática, passando pela convivência e conscientização do trabalho em equipe e, enfim, pela busca de equilíbrio entre o sonho e a realidade.

Wilson Coêlho

Coordenador de Teatro





Ficha Técnica

Direção: Leonardo Patrocinio

Elenco: André Loureiro, Eleciana Mello, Ericka Shuina, Fabricia dias e Luiza Vitório

Figurino: Regina Shimitt

Maquiagem: Cleverson Guerrera

Designer gráfico; Max Goldner